Uma dessas de vagais vagalumes era em outro país. Fui dar um tempo, por os pontos no lugar. O destino escolheu Montevidéu para o reencontro. Minha mãe, meu pai, minha irmã. De lá, trouxe uma câmera fotográfica e um conselho: "viu os vagalumes? andam sempre juntos".
Comecei a juntar, desde aí, as frases que eu li e que me renderam copos e copos de Quilmes na última sema
na. Preservei os nomes. Alguns se identifica. Outros, imaginem:"Você devia continuar escrevendo. Queria ver como andam as coisas" - Ciricúma
"O blog é uma forma de prender no tempo as coisas que eu tô vivendo" - U.K.
"Bebe, bebe bastante porque aqui a cerveja é muito cara" - Florianópolis
"Te amo demais" - Içara
"¿Te vas? Quedáte, boludo. Yo voy a hacer la cena para nosotros y después vamos al cine" - Adolfo Alsina
"Fili, vamos a juntarnos este findi" - Diagonal Norte
"Quiero que la gente me escuche, tengo lo que decir" - Flores
"El hombre olvida que es un muerto que conversa con muertos - Borges" - Corrientes
"Fica mais quatro meses." - Praza del Congresso
"No llores, estoy lejos también." - Anteojos
Não me ouso a dizer que é uma revolução. Me meto apenas a relatar, dizer do processo, contar os detalhes. Não tenho ouvidos para sentir a beleza do som. Tenho ouvidos e boca para dizer que o som tem beleza. É mais ou menos por aí.