27 de mayo de 2007

Depois de minha volta pelo bosque

Saí, fui dar uma volta. Andei por doze praças, a mais bonita eu ainda não soube pôr em poesia. Em duas eu passei a noite, outras cinco me ensinaram sobre a fé. As outras quatro estavam sem luz, mas cheias de vagais vagalumes.

Uma dessas de vagais vagalumes era em outro país. Fui dar um tempo, por os pontos no lugar. O destino escolheu Montevidéu para o reencontro. Minha mãe, meu pai, minha irmã. De lá, trouxe uma câmera fotográfica e um conselho: "viu os vagalumes? andam sempre juntos".

Comecei a juntar, desde aí, as frases que eu li e que me renderam copos e copos de Quilmes na última semana. Preservei os nomes. Alguns se identifica. Outros, imaginem:

"Você devia continuar escrevendo. Queria ver como andam as coisas" - Ciricúma

"O blog é uma forma de prender no tempo as coisas que eu tô vivendo" - U.K.

"Bebe, bebe bastante porque aqui a cerveja é muito cara" - Florianópolis

"Te amo demais" - Içara

"¿Te vas? Quedáte, boludo. Yo voy a hacer la cena para nosotros y después vamos al cine" - Adolfo Alsina

"Fili, vamos a juntarnos este findi" - Diagonal Norte

"Quiero que la gente me escuche, tengo lo que decir" - Flores

"El hombre olvida que es un muerto que conversa con muertos - Borges" - Corrientes

"Fica mais quatro meses." - Praza del Congresso

"No llores, estoy lejos también." - Anteojos

Não me ouso a dizer que é uma revolução. Me meto apenas a relatar, dizer do processo, contar os detalhes. Não tenho ouvidos para sentir a beleza do som. Tenho ouvidos e boca para dizer que o som tem beleza. É mais ou menos por aí.