18 de marzo de 2007

O dia em que eu saí de casa

Mudei. Fiquei uns dias numa residência universitária, mas a muvuca estava muito grande. Cheio de gente e de horários. Pela gente, maravilha. Mas os hermanos queriam me pôr horário para almoçar (das 13 às 14h) e jantar (das 22 às 23h). Imaginem vocês se, num belo dia, eu quiser fazer feijão? Porra! São duas horas de panela no fogão! Não há, não deu.


Fora as extensões de horário. Para quem ainda não sabe, fiquei um mês em uma casa onde tenho que voltar, de domingo à quinta, à meia-noite. Acontece que é um lugar voltado para estudantes argentinos, que vêm do interior para estudar em Buenos Aires. Assim, moram aqui as pessoas que recém ingressam na vida universitária. Jovens que são, precisam de regras duras, tanto para manter-los na rédea quanto para agradar os pais que em casa estão.

Conheci uma cambada de gente. Fiz amigos. Se as promessas se cumprirem, a partir de julho Florianópolis vai receber gente do Peru, Colômbia, Argentina, Escócia, Curitiba, Rio e Japão. Como o “se” é a alavanca da possibilidade, já valeu a promessa. Todavia, mudei. Em primeiro de abril, vou a um hostel perto daqui. O endereço, reponho logo no Orkut. Das cartas, cuidarei uma a uma.

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